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SEGUIDORES DE TALENTOS PEDAGÓGICOS

9 de fevereiro de 2012

A IMPORTÂNCIA DA TABUADA




A importância da tabuada

A calculadora não dispensa uma boa compreensão das operações, nem o

aprendizado da tabuada. O aluno precisa aprender a tabuada hoje, tanto quanto

no meu tempo de menino, quando não existia calculadora. Qualquer um deve

saber responder – e responder rapidamente – a perguntas que me faziam na

escola primária (o que hoje são as primeiras 4 séries do ensino fundamental): 7

vezes 8?, 9 vezes 6?, 5 vezes 8?, e assim por diante. É preciso ter cuidado para

que o uso da calculadora não deixe de lado o aprendizado da tabuada e uma

boa compreensão das operações.

Digo isso porque o aprendizado da tabuada tem sido muito negligenciado

ultimamente, depois que surgiu a calculadora. Houve mesmo casos de muitos

professores que pensavam (ou ainda pensam?) que agora, com a calculadora, a tabuada perde sua importância. Não é assim. Não é apenas porque

alguns de nós somos mais velhos que insistimos no aprendizado da tabuada,

mas é porque esse aprendizado continua tão importante hoje como antigamente. Se não, vejamos: você vai à padaria, compra 7 pãezinhos, a R$ 0,12

cada um, e paga com uma moeda de R$1,00; quanto vai receber de troco?

Esse é o tipo de situação que qualquer pessoa deve resolver de cabeça; são

cálculos triviais. Se alguém me disser que ninguém tem de saber 7 vezes 12

de cabeça, eu respondo: então deve saber que 5 vezes 12 é 60; agora some

mais 12, vai para 72; e some outros 12, vai para 84. Pronto, 7 pãezinhos

custam 84 centavos; um real menos 84 centavos (que é o mesmo que 96

centavos menos 80 c ent avos ) dá 16 centavos, que é o troco devido. Essa

última conta do troco poderia também ser feita assim: de 84 até 90 são 6, ao

qual somamos 10 para chegar até 100, ao todo 16 centavos.

Cálculos como esses são necessários na vida de qualquer cidadão, por isso

é importante saber a tabuada e saber fazer contas simples como essas, sem

recorrer a lápis, papel ou calculadora. E, como já dissemos acima, é um bom

exercício para desenvolver bem a compreensão das operações. Eu pergunto:

não seria o caso de passar boa parte das aulas fazendo tais exercícios? E

depois organizar os alunos em grupos e fazer competições entre os grupos?

Seria um modo de tornar a aula descontraída, engraçada e agradável, ao mesmo tempo que se estimularia o interesse dos alunos nesses exercícios de compreensão das operações e de memorização.

Decorar é preciso

As pessoas que consideram desnecessário decorar a tabuada talvez pen-57

sem que “decorar”, de um modo geral, seja uma atividade menos nobre e

sem valor algum. Isso não é verdade. “Decorar” é um importante exercício

para a memória. E uma boa memória – privilégio de poucos – é um valioso

auxiliar da atividade intelectual. O grande matemático Leonardo Euler (1707-

1783) tinha excelente memória, a ponto de saber, de cor, dentre outras coisas,

toda a Eneida de Virgílio. Em latim! Qualquer cidadão brasileiro sabe (ou

deve saber...), de cor, o hino nacional. Convém lembrar que atores de teatro

decoram peças inteiras. Sabendo a peça de cor, e não dependendo de alguém

(o “ponto”) para o auxiliar, o ator fica “dono de si”, portanto, mais capaz de

fazer uma boa interpretação do personagem que irá representar





Pesquisa: Geraldo Alves
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